OMS confirma seis casos de hantavírus em cruzeiro no Atlântico e monitora possível transmissão entre humanos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta sexta-feira (8) que seis dos oito casos suspeitos de hantavírus registrados a bordo do cruzeiro MV Hondius foram confirmados por exames laboratoriais. O surto, que mobiliza autoridades sanitárias internacionais, já provocou três mortes.
Segundo a OMS, todos os casos confirmados estão associados ao vírus Andes — uma variante rara do hantavírus considerada a única com registros documentados de transmissão entre humanos em situações de contato muito próximo.
“Até 8 de maio, foram notificados oito casos, incluindo três mortes”, informou a entidade em comunicado. A taxa de letalidade do surto chega a 38%.

Apesar da preocupação internacional, a OMS reforçou que o risco de disseminação para a população mundial segue “absolutamente baixo”. Ainda assim, a organização afirmou acompanhar de perto a circulação da cepa Andes devido ao potencial incomum de transmissão entre pessoas.
O navio, que se tornou foco de um alerta sanitário global desde o último fim de semana, segue em direção à ilha espanhola de Tenerife, nas Canárias. A expectativa é que cerca de 150 passageiros e tripulantes sejam retirados da embarcação nos próximos dias.
O hantavírus é uma infecção geralmente associada ao contato com fezes, urina ou saliva de roedores contaminados. Não existe vacina nem tratamento específico contra a doença, que pode provocar síndrome respiratória grave.
A OMS alertou ainda que novos casos podem surgir nas próximas semanas, já que o período de incubação da cepa Andes pode chegar a seis semanas.
O MV Hondius partiu de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 1º de abril, com destino a Cabo Verde. As três vítimas fatais identificadas até agora são um casal holandês e uma passageira alemã.
Além dos casos confirmados no navio, passageiros seguem hospitalizados ou sob monitoramento médico em países como Holanda, Suíça, Alemanha e África do Sul.
Correio da Bahia