Gigante brasileira anuncia fim da escala 6×1; saiba o que muda
A Vale decidiu antecipar uma discussão que ainda segue em debate no Congresso Nacional e oficializou o fim da escala 6×1 em suas operações no Brasil. A mudança foi firmada por meio de um acordo coletivo envolvendo o Ministério do Trabalho, sindicatos e representantes da CUT.
Com a nova definição, os trabalhadores da mineradora passam a atuar em jornadas de até 40 horas semanais. Além disso, a empresa também ampliará o sistema de revezamento entre equipes nas unidades espalhadas pelo país. Segundo as informações divulgadas, mais de 100 mil funcionários serão alcançados pela medida.
Novo modelo passa a valer em todo o país
O acordo foi formalizado em Belo Horizonte, durante mediação da Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais. Apesar da assinatura ter ocorrido no estado mineiro, as novas regras terão aplicação nacional dentro da companhia.
Na prática, algumas operações da Vale já vinham funcionando com escalas reduzidas, incluindo o formato 5×2. Agora, o modelo deixa de ser algo isolado e passa a fazer parte oficialmente da política de jornada da empresa em todas as unidades brasileiras.
De acordo com o Portal Tempo Novo, a mineradora se torna uma das primeiras gigantes do setor privado no Brasil a oficializar o encerramento da escala 6×1 antes mesmo de uma definição nacional sobre o tema.

Debate sobre carga horária cresce em Brasília
A decisão da Vale acontece em meio ao avanço das discussões sobre redução da jornada de trabalho no país.
Atualmente, projetos em tramitação no Congresso defendem mudanças nas regras previstas pela CLT, incluindo propostas que reduzem a carga semanal de 44 para 40 horas e iniciativas que acabam oficialmente com a escala 6×1.
Com o novo acordo coletivo, a empresa se antecipa a possíveis alterações que ainda dependem de aprovação em Brasília.
Pressão agora mira terceirizadas
Após a formalização do acordo, representantes sindicais passaram a cobrar que empresas terceirizadas ligadas à mineradora também adotem o novo formato de jornada.
A pressão envolve companhias que atuam em áreas como manutenção industrial, engenharia e construção civil.
A expectativa das entidades trabalhistas é que o movimento liderado pela Vale influencie outras grandes empresas brasileiras a reverem seus modelos de escala nos próximos meses.
Saúde mental entra no centro da discussão
O fim da escala 6×1 também reacendeu debates ligados à saúde mental e à qualidade de vida dos trabalhadores.
Representantes que participaram das negociações defendem que jornadas menos desgastantes podem contribuir para a redução de afastamentos, acidentes de trabalho e até da rotatividade de funcionários.
Outro ponto levantado durante as discussões envolve a atração de jovens profissionais, principalmente aqueles que priorizam equilíbrio entre carreira e vida pessoal.
A Tarde