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OMS adverte sobre vulnerabilidade de indígenas na pandemia

Com o avanço do coronavírus em tribos e a morte de importantes lideranças indígenas por covid-19, inclusive no Brasil, a OMS reforçou nesta quinta-feira (6) a preocupação com comunidades vulneráveis e que tem acessos limitados à saúde por questão de etnia e pobreza.

Comunidades indígenas são uma das populações mais vulneráveis ao novo coronavírus, já que o acesso ao sistema de saúde é limitado pela distância das tribos aos centros urbanos e, às vezes, por conta de barreiras linguísticas.

Segundo o diretor do programa de emergências da OMS, o doutor Michael Ryan, a organização se preocupa com o acesso da comunidade indígena à saúde quando as tribos estão em seus locais tradicionais ou quando os membros da comunidade já estão em meios urbanos.

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Para ele, os indígenas têm as mesmas doenças e dificuldades que os mais pobres têm com os sistemas de saúde, e muitas vezes os membros das tribos acabam vivendo em condição de pobreza e miséria por sua etnicidade e racismo.

Na tarde de quarta-feira (5), o cacique Aritana Yawalapiti, um dos líderes do Alto Xingu, morreu depois de passar mais de duas semanas internado. O líder da comunidade indígena guarani da Aldeia Sapukai, Domingos Venite, morreu no dia 21 de julho, e em junho, o Paulinho Paiakan, um cacique kayapó que liderou protestos contra a hidrelétrica de Belo Monte nos anos 1980, também morreu de covid-19.

R7

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