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Brasil cairá de 6º maior país do mundo em população para 11º em 2100

A população do Brasil, hoje a sexta mais numerosa do mundo, vai encolher até 2100 e será a 11ª maior do planeta.

 

Cinco países da África (Nigéria, Etiópia, República Democrática do Congo, Egito e Tanzânia) vão ultrapassar o Brasil em número de habitantes, de acordo com projeções da ONU publicadas em um estudo chamado “O Panorama da População Mundial em 2019: Destaques”.

 

Multidão em Lagos, na Nigéria, durante protestos contra a retirada de subsídios para combustível em 2016 — Foto: Akintunde Akinleye/ReutersMultidão em Lagos, na Nigéria, durante protestos contra a retirada de subsídios para combustível em 2016 — Foto: Akintunde Akinleye/Reuters

Multidão em Lagos, na Nigéria, durante protestos contra a retirada de subsídios para combustível em 2016 — Foto: Akintunde Akinleye/Reuters

O número de brasileiros sairá de 212,5 milhões, em 2020, para 113 milhões em 2100. É uma diminuição de 46% Entre os dez maiores do mundo em 2020, só um país, Bangladesh, vai diminuir mais do que o Brasil.

Maiores populações em 2020, em milhões

China 1.439,3
Índia 1.380
Estados Unidos 331
Indonésia 273,5
Paquistão 220,9
Brasil 212,6
Nigéria 206,1
Bangladesh 164,69
Rússia 145,9
México 128,9
Fonte: ONU

Outros grandes países também vão perder gente. O Japão deverá encolher de mais de 126 milhões para cerca de 57, uma diminuição de 55%.

Devotos hindus no sagrado rio Ganges, em Calcutá, Índia, em 2016 — Foto: Dibyangshu Sarkar/AFPDevotos hindus no sagrado rio Ganges, em Calcutá, Índia, em 2016 — Foto: Dibyangshu Sarkar/AFP

Devotos hindus no sagrado rio Ganges, em Calcutá, Índia, em 2016 — Foto: Dibyangshu Sarkar/AFP

Mesmo os dois maiores do mundo, a China e a Índia, terão menos habitantes em 2100 do que têm hoje.

Brasil cairá de 6º para 11° maior país
Estimativas da ONU sobre tamanho de populações
Em milhões de pessoasBrasilChinaÍndiaEstados UnidosNigéria20202050210002505007501000125015001750
Fonte: ONU

Número de migrantes no Brasil é o maior desde a década de 1950

 

A projeção da ONU aponta que os cinco anos entre 2015 e 2020 serão os de maior fluxo de imigrantes desde a década de 1950.

 

O saldo líquido –ou seja, a diferença entre o número de estrangeiros que vêm ao país menos a quantidade de brasileiros que saem– será de 106 mil pessoas.

 

A série começa em 1950, e, nos primeiros cinco anos daquela década, essa entrada líquida havia sido de quase 300 mil.

Número de imigrantes é o maior desde os anos 1950
No saldo, 106 mil escolherão o Brasil para viver entre 2015 e 2020
Saldo de migrantes (em milhares de pessoas)2982980000000000000000000016161061061950 – 19551955 – 19601960 – 19651965 – 19701970 – 19751975 – 19801980 – 19851985 – 19901990 – 19951995 – 20002000 – 20052005 – 20102010 – 20152015 – 2020050100150200250300350
Fonte: ONU

O país quase não recebeu imigrantes nos anos 1960, 1970, 1980, 1990 e 2000.

Ainda que o fluxo em direção ao país tenha aumentado, ainda é muito pequeno se comparado a países ricos –os EUA deverão receber quase 5 milhões de pessoas entre 2015 e 2020, a Alemanha, cerca de 3 milhões.

No total, cerca de 14 milhões vão sair de países menos desenvolvidos com destino a lugares mais ricos nesse período, de acordo com a ONU.

 

Fertilidade brasileira é a segunda mais baixa da região

 

A taxa de fertilidade brasileira entre 2015 e 2020 é de 1,74. É a segunda mais baixa da América do Sul, atrás apenas do Chile (1,65).

Grávida em bloco de carnaval neste ano — Foto: Riotur

Grávida em bloco de carnaval neste ano — Foto: Riotur

É uma taxa próxima à do Reino Unido, de 1,75. O Brasil está abaixo de outros países latino-americanos, como o México (2,14) e Argentina (2,27).

 

Para que uma população não diminua, o nível de fecundidade deve ser de 2,1.

 

A taxa global é de 2,47.

Taxa de fertilidade atual não repõe população
O índice de 1,74 é metade do verificado nos anos 1980
ÍndiceTaxa de fertilidade do BrasilTaxa de fertilidade do mundo1980 – 19851985 – 19901990 -19951995 – 20002000 – 20052005 – 20102010 – 20152015 – 20201,522,533,54
Fonte: ONU
G1
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