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Por causa da pandemia de covid-19, 4 países adiaram suas eleições para 2021

Em meio à pandemia do coronavírus, diversos eventos foram cancelados ou adiados para conter a disseminação da covid-19. A estratégia foi adotada para festivais, esportes e premiações, mas também atingiu o espectro político em seu cerne: as eleições.

Enquanto no Brasil, a possível postergação das eleições municipais segue em discussão, dezenas de países já adiaram seus pleitos por meses ou até 1 ano. A prática independe da economia local. Nações como Espanha, França e Reino Unido trataram do tema na mesma proporção que os africanos Chade e Etiópia e a República Dominicana, no Caribe.

Levantamento do Poder360 detalhou os principais países de cada continente que mudaram a data de pleitos gerais, legislativos, estaduais ou municipais por causa da pandemia. Na maioria dos casos, a votação foi remarcada para, no máximo, 3 meses depois. Só 4 países adiaram a ida às urnas para 2021.

À medida que a pandemia começa a desacelerarem alguns países, principalmente no velho continente, as eleições já estão sendo realizadas em suas novas datas. Nesse domingo (28.jun.2020), Polônia, Islândia e França foram às urnas. Os 2 primeiros para votações presidenciais.

O pleito de maior relevância é o polonês. O atual presidente, o ultranacionalista Andrzej Duda –1 influente líder de direita no Leste Europeu, junto com o húngaro Viktor Orbán– pode não se reeleger no 2º turno. Neste domingo (28.jun.2020), conseguiu só 41,8% dos votos contra 30,4% do prefeito de Varsóvia, Rafal Trzaskowski.

Na França, os cerca de 5.000 municípios que não votaram no início do ano agora elegem seus prefeitos.

PRIMEIROS PASSOS NO BRASIL

No Brasil, as eleições municipais deste ano estão marcadas para 4 de outubro (1º turno) e 25 de outubro (2º turno). O Senado Federal, porém, já aprovou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que posterga o pleito para 15 de novembro.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenta convencer os congressistas a adiar as datas. Leia mais sobre a negociação aqui.

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, já se posicionou a favor da postergação das eleições deste ano.

Poder360

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